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Wide leg em 2026: o que mudou nas ruas brasileiras

Na estação República, uma vendedora de flores usa jeans de perna ampla com camisa de botão metade para dentro. Em Copacabana, uma estudante desce a calçada com alfaiataria creme e sandália rasteira. Em Savassi, um músico espera o ponto com sarja escura e tênis de couro. Três cidades, três corpos, uma silhueta que parece ter aprendido a pertencer ao cotidiano sem pedir licença retrô.

Marina Alves passou três semanas observando quem veste wide leg fora do feed de moda — em filas de banco, em corredores de universidade, em barzinhos de esquina. O que encontrou não foi tendência importada sem filtro: foi vocabulário local reaprendido, com cintura mais alta, tecido mais leve e atitude menos personagem de época.

· Marina Alves · 9 min de leitura

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Por que a Amplitude existe

A moda editorial adora transformar silhueta em manchete descartável. Toda estação, uma perna entra e outra sai — como se guarda-roupa fosse cronômetro. A Amplitude nasceu em 2025 com outra premissa: olhar para a calça wide leg como linguagem cultural, não como item de checklist de tendências.

Escrevemos sobre moda como quem conta história — com personagens, cidades, brechós, oficinas de costura e memória afetiva. Não publicamos diariamente. Preferimos poucos textos bem contados, com tempo para observar rua, ouvir quem veste e entender o que muda quando uma silhueta deixa de ser exceção e vira rotina.

Esta edição de junho olha para corpos que nunca couberam confortavelmente no skinny jeans da década passada — e para quem escolheu a perna ampla antes que virasse feed. Também olha para quem está experimentando agora, sem saber que a peça já passou por novela, clipe e passarela independente. A wide leg brasileira tem arquivo. Nosso trabalho é torná-lo legível.

Explore as matérias em destaque, leia o guia prático de Lucas Ferreira, mergulhe no arquivo cultural de Camila Rocha e escreva para [email protected] se tiver pauta, correção ou história de guarda-roupa para contar.

Acreditamos que moda bem contada cria confiança — não pressa de compra. Por isso evitamos links patrocinados disfarçados, listas intermináveis e tom de quem já sabe o que você deve vestir. Cada texto passa por revisão editorial antes de ir ao ar. Quando atualizamos uma matéria, a data aparece no topo. Quando erramos, corrigimos com nota visível, conforme nossa política editorial. A wide leg é só o começo da conversa; silhueta, memória e cultura visual são o restante.

Se esta é sua primeira visita, comece pelo carrossel acima ou pela reportagem de Marina Alves sobre o que mudou nas ruas em 2026. Depois, passe pelo guia de Lucas e pelo arquivo de Camila. São três vozes, três ritmos — como toda boa mesa de redação deveria ser.